domingo, 30 de setembro de 2012

O uso do rádio na educação.

Debate

    O uso de rádios dentro das escolas acaba aproximando os pais e a comunidade em geral dos acontecimentos ocorridos dentro e fora das mesmas. Sua utilização rompe com barreiras indo além da diversão, sendo informativo transmitindo temas de interesse da comunidade, ampliando o senso crítico e promovendo o resgate da cultura popular tendo a participação da população. Como exemplo temos a Rádio Piquiá, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Terezinha, que faz parte da Rede Mocoronga de Comunicação, criada há 16 anos pela organização não governamental Projeto Saúde & Alegria (PSA), que atua em 32 comunidades ribeirinhas extrativistas nos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, em Santarém e Belterra, onde vivem cerca de 23 mil pessoas, onde o morador mais velho da localidade recorda como, há muito tempo, enfrentou um boto enfeitiçado,
com a ajuda de um pajé.
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Seu Taumaturgo, morador mais velho da comunidade, explica como enfrentou um boto enfeitiçado: recuperação da tradição cultural. Foto: Pedro Martinelli

Dessa forma, os alunos vão perdendo a timidez aprimorando a oralidade e passando a gostar mais de leitura, e favorecendo também a escrita devido a necessidade de escrever roteiros, as pautas dos programas e superando a visão ultrapassada de que mídias só servem como diversão.
    Em 1990 a educomunicação surge no Brasil, é a educação e a comunicação unidas tornando-se um instrumento de melhoria da aprendizagem integrando também a comunidade ao ambiente escolar incentivando a formação de cidadãos críticos.
    Ismar de Oliveira Soares afirma que “não se trata de criar um reforço para a aprendizagem, embora ela exista. O trabalho abre comunicativo que age na esfera da expressão. A criação desse canal é que favorece a aprendizagem.” A professora Roseli Marcelle confirma os ganhos na frente pedagógica e na cidadã.
http://revistaescola.abril.com.br/img/politicas-publicas/165-radio-02.jpg
Aluno-repórter entrevista colega para programa de rádio na Sebastião Francisco, o Negro: espaço comunicativo. Foto: Pedro Martinelli

    Diante dos expostos fica claro que as mias hoje ocupam um lugar essencial no processo de ensino- aprendizagem devido a sua capacidade lúdica, diversificada e bastante atrativa de interagir conteúdos e prática promovendo o trabalho coletivo e desenvolvendo a capacidade de criticar e buscar soluções. Em suma, sua utilização bem planejada e articulada só trará benefícios.



Tema: O rádio e a educação
Autor: Ministério da Educação.
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60663

Referências:
http://wwwnovaescola.com.br acessado em27/09/2012.


Juliane Bezerra.

O uso pedagógico da tV.

Debate

Em princípio a televisão surge para promover a distração, no entanto, hoje sua função não deve se restringir a isso. Pois, segundo José Manuel Moran  tudo o que passa na TV é educativo bastando a intervenção correta por parte do professor propiciando debates e reflexões, até mesmo diante de programas que trazem maus exemplos sendo eles revertidos em discussões sobre ética e comportamento moral.
Diante disso é inegável que o uso da televisão na educação tem apresentado resultados bastante satisfatórios, tanto por parte dos professores que passam a ter um leque de opções para tornar a aula mais atrativa, dinâmica e lúdica sem perder seu objetivo que é a transmissão de conteúdos permitindo também uma maior interação com os alunos, quanto para eles que veem essa ferramenta didática como instrumento que promove a aprendizagem de modo leve e descontraído.
Ficou evidente que com esse método os alunos tornaram-se mais participativos, discutem mais,desenvolveram um espírito de coletividade e senso crítico, além de manterem-se ligados na temática exposta pelo professor.



Link:http://revistasescola.abril.com.br/criança-e-adolescente/comportamento/liguem-tv-vamos-estudar-431451.shtml
A professora Simone e os alunos da 4ª série da escola EgonSchaden, em Francisco Morato (SP): no final do projeto sobre trabalho infantil, a garotada interpreta apresentadores de telejornal e de comerciais, repórteres e cinegrafistas e aprende como a televisão é feita. Foto: Ricardo Benichio.
Um outro exemplo é o da professora Keila Cilene Lopes de Oliveira da Escola Estadual Jornalista Trajano Chacon, no Recife, ela assim como a maioria dos educadores dessa disciplina percebem a falta de interesse e as dificuldades encontradas pelos alunos na assimilação dos conteúdos. Sendo assim, ela encontrou nas propagandas de TV uma aliada na quebra do tabu que a matemática representa para jovens e adultos. Utilizando em sala de aula um vídeo com comerciais de supermercados e lojas de eletrodomésticos gravados em casa, em seguida pediu para que todos relatassem o que viram e ouviram com o objetivo de perceberem a força da coerção da linguagem. Depois introduziu os conteúdos: com os números utilizados nos comerciais, ela ensinou juros, desconto, vendas à vista e a prazo e propôs vários exercícios. "Eles se animaram ao constatar o uso prático da disciplina", contou a professora. Ou seja, a professora buscou alternativas na mídia para abrir um caminho até seus alunos e colher bons resultados.
    È importante lembrar que ao adotar a Tv como recurso pedagógico os pais devem ser comunicados para evitar possíveis preconceitos e desentendimentos, achando que a escola está passando o tempo. Sem esquecer que se deve ter critério e objetivos pedagógicos claros, senão a televisão pode virar embromação e utilizar o recurso em todas as aulas e esquecer outras dinâmicas torna-se um exagero diminuindo a eficiência e empobrecendo as atividades.

Onde encontrar apoio e material
Muitas secretarias contratam ONGs para ministrar cursos de capacitação na utilização da TV na sala de aula para suas redes. Este ano o Ministério da Educação (MEC) oferecerá às secretarias um curso a distância para o uso de diversas mídias em sala de aula. Alguns telecentros montados pelo MEC originalmente para orientar os professores quanto ao uso dos programas da TV Escola ampliaram sua atuação. Os telepostos de Niterói (RJ) e do Recife, por exemplo, agora vinculados às secretarias estaduais de Educação, têm videoteca própria inclusive com programas gravados da TV aberta , dão cursos e ajudam os interessados a montar projetos de acordo com a necessidade do currículo. Alguns municípios, como Francisco Morato (SP), estruturaram o próprio centro de multimeios e oferecem, além de material e sugestão de atividades, apoio às escolas da rede para se equiparem com antenas parabólicas, televisão, vídeo e câmera.
Análise
No ambiente tecnológico encontramos ferramentas que podem auxiliar o educador no processo de aprendizagem, além de promover o trabalho coletivo, o debate e o desenvolvimento crítico. É nessa perspectiva que buscamos informações sobre o uso da televisão na sala de aula.
Comumente utilizada como meio de entretenimento devido a sua diversidade de cores, imagens, sons e um conteúdo bastante variado, que vão desde desenhos a novelas e telejornais, a TV vem ganhando espaço no cenário educacional. Entretanto, não é simplesmente levar uma TV para a sala de aula e pronto. Para que o uso das tecnologias cause um resultado positivo é preciso que haja toda uma preparação e planejamento do professor, a mídia precisa complementar o estudo teórico e vice-versa.
Na sociedade em que vivemos, hipócrita e preconceituosa os programas televisionados estão propiciando a abertura discussões e reflexões acerca do comportamento moral e ético das pessoas, sendo isso de fundamental importância para a construção de um mundo mais justo e sobretudo mais humano.
Título: A criança e a televisão
Autor: Ministério da Educação                                                    
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60648
Referência:
http://wwwnovaescola.com.br acessado em27/09/2012.

Juliane Bezerra.